Conservação do Patrimônio Cultural - Curso Gestão de Restauro

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A carga horária do Curso Gestão de Restauro foi ampliada para atender às demandas atuais e urgentes de dois temas que no Brasil ainda não foram tratados adequadamente – Gestão de Riscos e Gestão de Crises no âmbito da proteção ao patrimônio cultural construído.

A carga horária atual da 16ª edição passou para 480h com a finalidade de atender a essas duas demandas. Também, o acréscimo de horas/aula irá possibilitar dirimir os conflitos que os profissionais encontram quando, nas atividades do canteiro das obras e serviços, as circunstâncias financeiras, político-administrativas, operacionais de mão de obra e a carência de outros recursos tornam a prática distante da teoria.

A Gestão de Riscos é um tema bastante estudado nos mais diversos segmentos públicos e privados. As instituições públicas de preservação vêm timidamente operacionalizando ações de prevenções de riscos, como é o caso de instalações de sistemas de vigilância eletrônica nas principais edificações tombadas, mais recentemente, ou da elaboração de inventários de acervos já algum tempo. Entretanto, estas e outras poucas ações são resultados de programas episódicos, fora do contexto de um planejamento estratégico de largo horizonte das políticas públicas de proteção ao patrimônio.

A capacidade de as entidades e instituições públicas e privadas responderem às situações de crises resultantes de fenômenos violentos da Natureza, sinistros pela incúria nas manutenções, conflitos e outros desastres é uma situação muito mais precária. A capacidade de prestar os primeiros socorros para o salvamento dos bens culturais e assistências técnicas deve ser uma pauta de urgência! A Gestão de Crises é a resposta qualificada para atender às mais variadas demandas de salvamento do patrimônio em casos dos mais variados desastres.

As Gestão de Riscos e Gestão de Crises estão ligadas pelos fios tênues das possibilidades nas antevisões de cenários e pelas realidades dos acontecimentos.  Planejar as possiblidades de perdas/danos sejam por acidentes, desastres ou conflitos e treinar profissionais para responderem de imediato ao salvamento com capacidades técnico-operacionais é o mais novo desafio do Curso.

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Desastre em São Luís do Paraitinga (SP), em 2010. Fontes: Exame/Abril e Arca de Noe.

O outro desafio remete à assertiva que: em teoria, a prática e a teoria são os mesmos. Na prática, eles não são. (Albert Einstein)

O Gestor de Restauro deve acautelar-se e estudar esta frase, pois a teoria e a realidade, embora sejam apenas teoricamente relacionadas, paradoxalmente não são dissociadas. A noção popularizada que a teoria e prática nem sempre andam juntos ignora que, a boa teoria melhora a prática. E que as boas práticas carregam em si as boas teorias. A garantia da integridade e a manutenção da autenticidade dos bens culturais têm lastro nas associações das boas práticas com as boas teorias! Capacitar o profissional para dirimir as antinomias associadas entre a teoria e a prática é um outro grande desafio da 16ª edição do Curso de Gestão de Restauro.

 

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