Acervo Arquitetônico Saturnino de Brito

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O CECI teve o projeto: "Acervo Arquitetônico Saturnino de Brito - Memória da Arquitetura Pré-Moderna no Brasil" aprovado pela Petrobrás Cultural, dentre os 231 novos projetos contemplados nas seleções públicas, conforme divulgação hoje daquela Entidade de fomento.

O projeto tem por objetivo proceder o resgate digital da memória arquitetônica e criar instrumentos de acesso público ao “Acervo Arquitetônico Saturnino de Brito”, criando um banco de dados para o estudo da História da Arquitetura e da Formação Urbana das cidades brasileiras na primeira metade do século XX.

Segundo o Prof. Dr. Maurício Rocha de Carvalho, autor e coordenador técnico, o projeto justifica-se em razão de a dificuldade de manutenção e as transformações sociais, que se refletem na maneira de se utilizar as edificações, acabam, através de sucessivas reformas, por destruir os indícios do funcionamento dos edifícios refletidos em suas plantas. Neste sentido o “Acervo Arquitetônico Saturnino de Brito” é uma relíquia preservada entre a lama e o mau cheiro exalado pelo esgoto da Estação de Tratamento do Cabanga, no qual foi colocado quase como para ser esquecido.

Arquivo do antigo Saneamento do Recife
estantes em concreto com caixas-arquivo em flandres. Fonte: Maurício Carvalho/2007

Arquivo do antigo Saneamento do Recife. Caixa de flandres contendo documentos. Fonte: Maurício Carvalho/2007

Arquivo do antigo Saneamento do Recife. Documentos. Fonte: Maurício Carvalho/2007

Arquivo do antigo Saneamento do Recife. Uma das gavetas com fichas de cadastramento das edificações do saneamento. Fonte: Maurício Carvalho/2007

As fontes documentais para o entendimento da forma de viver na primeira metade do século XX no Brasil, constituem-se de plantas em papel ofício arquivadas em caixas de flandres, e estas estão agrupadas em estantes de concreto que sugerem a divisão em áreas da cidade. São cortes e plantas baixas de todos os pavimentos das edificações, desenhadas geralmente em papel ofício entre 1910 e 1960. Em meio a estas plantas, também existem requisições e outros documentos que mostram os processos de autorização e instalação dos equipamentos nos edifícios em questão. Dentro das estratégias de controle implementadas por Saturnino de Brito, era obrigatório que o proprietário dos imóveis, nas áreas de saneamento e mesmo em áreas fora dela, fizessem o levantamento arquitetônico mostrando as redes locais ou os sistemas de esgotamento por fossas sépticas para que fosse autorizada a instalação do esgoto (bacia sanitária) e/ou da água encanada. Assim, todas as vezes que se fosse fazer qualquer reforma ou ampliação que envolvesse modificações na dita rede, deveria ser apresentada nova planta; isso gera uma seqüência de informações que favorece a visualização da transformação do funcionamento dos edifícios.

Arquivo do antigo Saneamento do Recife.Caixa e documentos do antigo arquivo de saneamento.
Fonte: Maurício Carvalho/2007

Arquivo do antigo Saneamento do Recife.Detalhe da capa de uma das plantas.
Fonte: Maurício Carvalho/2007

O acervo também abrange os edifícios produzidos por todas as classes sociais, pois quando o proprietário se declarava sem condições de fornecê-la, os técnicos do saneamento providenciavam a sua confecção e, desta maneira, ficou o registro de boa parte das modificações dos edifícios deste período de todos níveis na cidade do Recife, documentos que contam a transformação dos usos, costumes e a forma de vida das pessoas que as utilizavam. Estas plantas são também assinadas e datadas por arquitetos, engenheiros, técnicos, proprietários e outros funcionários envolvidos no processo, constituindo o último banco de dados disponível sobre estes profissionais além da distribuição dos ambientes e transformação dos espaços do início do século XX, envolvendo todas as tipologias construtivas e programas de necessidades arquitetônicas daquele momento. Todos os elementos acima listados, no conjunto, tornam incontestável o valor do antigo “Arquivo do Saneamento do Recife” e impreterível a sua salvaguarda como memória da arquitetura brasileira, já que servirá de fonte comparativa para estudos em edifícios das demais cidades do país.

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